quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Repensando 2009.


Repensar o passado não tem sido meu melhor desempenho. Descobri há alguns anos que passado é uma armadilha poderosa para ser triste no presente. Mas, quando chega o final de um ano vale a pena fazer uma pequena avaliação da vida.
Inverno longo e molhado. Dias cinzentos, pés sempre frios durante todo o dia...horrível. Muito chás e chimarrão para aquecer o corpo. Para aquecer a alma só mesmo um bom amor chamado Rodrigo que me deu uma linda aliança na mão esquerda e fez esse inverno valer a pena.
Um ano de poucos amigos. Uma solidão de conversas e passeios. Me peguei falando sozinha por muitas vezes...mas, isso é bem típico de alguém que adora falar...
Um vírus (H1N1)que trouxe um estranho sentimento em mim... perder minha filha para um organismo microscópico e tão invasivo. O temor de sobreviver à minha filha foi algo muito forte...algumas idéias ruins permearam minha alma naquelas 3 semanas.
Tive que mudar conceitos antigos e refazer novamente. O mais interessante foi sobre a inveja...nunca acreditei que invejosos fossem perigosos....mas, descobri que o poder suntuoso desse sentimento é perturbador... tive que aprender como fugir de seres humanos portadores deste vírus, que não mata o corpo, mas detona projetos...
Abri mão de direitos e fui literalmente criticada por isso. Talvez tenha perdido novamente. Mas, ainda acredito que perder é ganhar.
Houve palavras duras em tecido de veludo e palavras de conforto em tempo oportuno...
Exercitei a mente feito uma louca...li centenas de artigos e escrevi linhas e folhas incontáveis...o doutorado me fez descobrir que sou capaz de superar meus próprios limites...o título vale o que diz...fazer um doutorado é um desafio árduo...fui capaz de cumprir todos o quesitos e me sinto em paz por não ter desistido...agora sou doutora... o que não muda minha essência, mas mudou o valor de meus conhecimentos, me deu uma mente ágil, um perfil mais profissional, capacidade crítica...horizontes ampliados....fronteiras alargadas...
Me supreendi com a possibilidade de Dilma ser candidata a presidência....Uma mulher na presidência exige uma profunda reflexão sobre as possibilidades do sexo XX num posto tão feito para o sexo XY... será bem interessante pensar sobre isso..
Sem acordo entre os líderes mundiais sobre o destino ambiental de nosso planeta...rídiculo pensar que há possibilidades de entendimentos entre poderosos...se isso fosse possível nunca teríamos conhecido uma guerra...
Para variar, a humanidade impregnada no ser humano desafia minha alma... Homens e mulheres que são capazes de se superar em maldades e que antes eram conhecidos pela sua integridade e boa conduta...muitos casos desses em 2009...certamente não será diferente nos próximos séculos.
Mais um ano usufruindo da presença de meus pais, de minha avó de 98 anos...isso é um privilégio raro e eu curto muito. A morte passou longe...a vida superabundou...
Minhas flores chegaram junto com a primavera e, pela primeira vez na vida, algo que plantei floriu....cores...perfumes...boas sensações....
Bebês de amigas nasceram e trouxeram um som de choro e cheiro de fraldas pelo ambiente...no total foram 5 babys....Vidas novas, novas histórias sendo construídas...
Uma morte me trouxe uma profunda dor...uma aluna, jovem,..22 anos...um câncer no cérebro levou Simone, que lutou até sua última esperança...perdas chegam inevitavelmente...a morte não foi feita para o ser humano...ela é impiedosa e quando vem nem deixa seus motivos...
O ano acaba em meio a um verão intenso...um calor bem vindo depois de dias frios...
A única coisa que me vem a mente é que a gratidão chega junto com o final desses dias...Um coração grato, um sorriso na alma... deixar o passado enterrado em sua cova...sem muitas voltas a ele..só um coração grato e em paz...
QUE 2010 VENHA COM SUAS SUPRESAS..TANTO FAZ SE FOREM ALEGRES OU TRISTES... Viver é muito bom...conquistar melhor ainda...poder amar e ter com quem repartir o fardo é um privilégio de poucos, porque são poucos os que valorizam as pequenas coisas que estão presentes nos 365 dias de um simples ano....Para quem tem uma alma bela e feliz desejo o dobro de tudo que tem....e, para quem tem um coração triste e pesado, eu desejo um encontro com a beleza da vida....
Tudo é simples assim....vamos viver um dia de cada vez até completarmos os 365 dias de 2010...esperando o solstício de inverno, o de verão e o renovar de tudo no outono e primavera.







sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Missão ou profissão...


Uma sala de aula...cheia de vidas. Cada vida, uma história. Cada vida, mil pensamentos. Quando me defronto com meu primeiro dia numa nova sala, repleta de vida, eu me sinto desafiada.
Fico olhando para cada um e tirando minhas primeiras e superficiais impressões.
Uns mais calados, de olhos assustados.
Outros me desafiam com um sorriso irônico.
Rostos que tentam esconder detalhes da sua vida e
alguns que se deixam conhecer no primeiro contato.
Um universo de almas.
Quando estou ali, me sinto no lugar certo.
Aos poucos vamos nos conhecendo. Uma troca de conhecimentos.
Enquanto ensino, aprendo a conhecer o ser humano.
Se estou com crianças analfabetas me vejo num momento sublime...
sei que terei a experiência mais profunda que um professor pode ter...ver um pequeno ser humano aprender a ler....escrever...criar...descobrir...
Que divino!!!! Será a partir de meu trabalho, que ele terá a ferramenta para conquistar seu espaço dentro da humanidade.
Quando entro numa sala com adolescentes tenho plena consciência da importância de meu exemplo. Neste universo minha atitude vai ser mais significativa que minhas palavras. Conquistar a confiança e deixar que eles me vejam como ser humano passível de erros, se torna meu objetivo primeiro. Quando tenho êxito, sei que metade do meu trabalho está feito.
Ao lidar com jovens e adultos, na universidade, ser mestre toma outra dimensão.
Diante desses seres humanos já formados, leitores, sabedores de quem são, meu desafio é comigo mesma.
Além de passar o conhecimento que tenho, me vejo na responsabilidade de conhecer um pouco da vida deles. Investir um pouco de tempo ouvindo as entrelinhas do que dizem.
Meus alunos me encantam.
Eles trazem vida a sala de aula.
Uma interação entre mim e eles... é o que busco.
Algumas turmas são mais difícies.
Há tempos que esses laços demoram a acontecer....processo mais lento...
Turmas que me tiram do ponto de equilibrio, mas sempre procuro me lembrar dessa diversidade de seres que compõe uma sala.
Busco descobrir que caminho posso tomar para chegar até eles.
Alunos passam pela minha vida e muitos trazem profundo significado a ela.
Outros passam e sequer me lembro de seus nomes. No geral, são aqueles que fogem um pouco do aprendizado.
Aqueles que querem saber mais, sempre caminham ao meu lado por um tempo.
Nesse caminhar ensino além do conteúdo programático.
Ensino um pouco da vida.
Eles me ensinam mais, sem sequer saberem disso.
Eu aproveito cada momento.
Ensinar a saber e conhecer...ensinar a buscar o conhecimento e fazer uso dele...
Ensinar a respeitar e correr átras de seu destino...
Ensinar a construir e não entregar as coisas prontas...
As vezes me pergunto se sou professora por profissão ou por missão...
Não consigo me ver desconectada da professora que sou.
Não "estou" professora....eu sou isso....
Infelizmente não ganho em dinheiro por tudo que faço.
Talvez se ganhasse, não teria a virtude que tem....
Guardo em minha memória cada aluno que marca minha vida...
cada história triste ou feliz...
e agrego conhecimento da alma humana junto ao conhecimento acadêmico.
Uma parte de mim exerce uma missão
e quando posso comprar minha comida e meus livros...
vejo que faço dessa missão
a minha profissão.
Sou uma professora e amo fazer o que faço.
Minha expectativa é poder ter na minha frente uma nova sala...
cheia de novas vidas...novas histórias...novos desafios....
Vamos começar a aula! Vamos começar uma caminhada!








sábado, 3 de outubro de 2009

A Ana da Pipoca


Minha primeira experiência verdadeira com cães foi quando a Ana, minha filha, já tinha 4 anos de idade.
Desde pequena ela pedia um cão. Não havia espaço para cães em nossa casa, mas Ana era uma garota amorosa com animais e certamente ela teria uma grande experiência em termos de afetividade.
Um amigo, veterinário, me avisou que tinha feito o parto de uma ninhada de Cocker Spaniel de sangue puro. Me deu o endereço para que fossemos ver a ninhada e escolher um cão.
Quando chegamos lá, fiquei abobada...queria todos...todos eles...lindos...doces...com aquelas carinhas de coitadinhos...com aquelas orelhas enormes....Mas, uma fêmea nos chamou a atenção. Alegre...linda..cor de mel..PERFEITA... Ela seria a escolhida para dar de presente para a Ana.
Naquela tarde, fomos buscar a Ana na escola com a cachorrinha nos braços.
Nunca pensei que aquele encontro fosse ser tão profundo. Ana amou o filhote!
Quando escolheu o nome fiquei estarrecida... PIPOCA...Uma cachorra com pedigree, de raça nobre....com nome de cachorro de mendigo! Não houve outros nomes sugeridos que a demovessem de Pipoca. Nem os mais docilizados como Mel, Barbie, Bianca foram suficientes para Ana desistir do nome já antes escolhido.
Assim, nossa casa tinha uma Pipoca, arfando,correndo, tropeçando nas orelhas e "pipocando" por todos os lados.
A Pipoca era inteligente e certamente raciocinava... ela era capaz de coisas que nunca imaginei que um cão pudesse fazer.Aprendeu abrir a porta da sala para entrar e sair conforme fosse de seu agrado. Adorava pão francês e tinha pavor de água....Nenhum passarinho ou ser semelhante, podia sequer pensar em chegar perto de minha casa.
Tudo que Ana fazia com ela era de inteiro agrado de Pipoca. Sempre disposta a enfrentar o lado "Felícia" da Ana, não se opunha a qualquer brincadeira.
Roupas de bonecas enfiados pescoço abaixo...ela pousava para Ana. toucas...chapéus...unhas pintadas... Se dispunha a ficar presa por horas, dentro do quarto, servindo de boneca nas brincadeiras de casinha.
Mas, o mais impressionante, era a paciência que Pipoca tinha em aceitar ficar junto de Ana balançando na rede. Suas orellhas grandes iam e vinham... e lá permanecia ela, sempre fiel.
Fiel porque Ana era sua inteira propriedade. Se alguém chegasse perto da Ana ela se postava ao lado para avisar quem era a dona do pedaço.
Assim como Pipoca era fiel à Ana, o oposto era verdadeiro. Ana foi e ainda é fiel a essa cachorra.
Foi um amor lindo...algo que jamais vamos esquecer.
Pipoca nos deu momentos significativos.
Acabou com meu sofá e as pernas de minha mesa. Roeu pastas de couro e sapatos; matava Gambás intrusos e os colocava na porta da sala como troféu.
Acabou com um saco de carvão esparramando-o por toda varanda e para acabar seu serviço tirou as roupas do varal para esfregar no carvão...
Engoliu uma bolinha de silicone da Ana e teve que ser operada para tira-lá do estomago.
Cuidava da casa como um leão cuida de seu território. O coitado do "João", zelador do condomínio, era seu inimigo cruel. Ele sequer podia chegar a 40 mts da casa que ela virava um pit bull de orelhas caídas.
Ao pronunciarmos a frase:" vamos na casa do vô Bira" ela já sabia que era para entrar no carro que a viagem de 60 Km ia começar...só alegria....
Ficar brava com ela era impossível...quando ela nos olhava com aquele olhar fatal, que todo Cocker tem, nosso coração derretia.
Sua pelagem era linda e era encontrada em todos os cômodos, lugares, frestras, buracos e cantos de nossa casa.
Ana e ela eram uma só "pessoa"...não havia Ana sem Pipoca nem Pipoca sem Ana.
Uma combinação perfeita.
Mas, um homem cruel não gostou de seus latidos. Para esse homem uma noite que estavamos fora foi o suficiente para envenená-la. Sofreu muito para morrer.
Nossa Pipoca se foi em novembro de 2007.
Ela nos teve por 8 anos e perdê-la foi muito triste.
Pipoca será nossa eterna lembrança de fidelidade e amizade.
Ela foi generosa, e participou da fase mais linda de desenvolvimento da Ana. Ela ensinou a Ana o que era adoção, devoção, amizade...fidelidade.
Eram tão amigas que as vezes me assustava.
Hoje, mesmo com outra amiguinha em casa, Ana chora ao se lembrar de sua dona.
Há fotos e lembranças dela pela casa.
Seu último osso está bem guardado.
Suas fotos e histótias sempre serão contadas.
A Ana da Pipoca aprendeu muito com essa amizade... e eu, com essa linda e porfunda relação.
In memorian....

domingo, 6 de setembro de 2009


Minha idade?

Ontem a amiguinha de minha filha perguntou minha idade. Quando disse a ela quantos anos eu já vivi, ela me fitou assustada e me perguntou qual creme uso para me manter tão jovem.
Não uso cremes. Me dei conta que os meus anos já estão bem avançados para a perspectiva dos adolescentes.
Pensei na possibilidade de estar envelhecendo.
Mas, o que é envelhecer? Envelhecer para mim, nada mais é do que ter um arquivo de informações, proporcional aos anos ganhos. Saber apreciar o ser humano sem críticas excessivas.
Olhar meus pais com muito mais respeito do que quando eles usavam o chinelo para a disciplina.
Admitir que nem sempre ganhamos na vida. Que palavras faladas não são recuperadas.
Que elogios valem mais que cobranças. Que sentir dor faz parte implícita no processo de viver.
Que mentir é definitivamente o caminho mais estúpido.
Envelhecer tem grande valor para a alma.
O corpo pode perder seu viço, sua beleza, sua integridade, mas a alma ganha.
Sempre ganha mais.
Na alma está o que somos e o que nos tornamos ao longo dos minutos, horas, dias, meses, anos.
Ela captura momentos, cores, sons, sabores, palavras.
Ela não tem rugas de expressão, nem fios brancos.
Posso dizer com propriedade que a alma passa por mais dificuldades, dores e dissabores que nosso corpo.
Por isso envelhecer tem mais a ver com nossa alma do que com nosso corpo.
Desta forma não posso dizer que envelhecer seja algo ruim. Estou amando este processo.
Pode ser que meu corpo não acompanhe meus pensamentos, mas há mais beleza no envelhecer do que no tornar-se jovem.
Hoje sei o que sou, sei o que quero, não temo futuro, nem a morte.
Espero envelhecer com alegria, aproveitando cada dia como uma nova página num álbum de recordações.
Se as rugas surgirem ela só serão marcas fisicas. As marcas que não veem e não aparecem serão meu mais precioso bem na velhice.
Eu e minha alma. Eu, minha alma e Deus. Nada mais perfeito.
Qual minha idade? Nem te conto!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Microscópio e eu.

Minha primeira experiência com um microscópio foi surreal. Para entender o porquê, me remonto à minha infância.

Logo que aprendi a ler eu descobri que o primeiro capítulo do livro de Gênesis, da Bíblia, me fascinava. Ali havia uma descrição do começo de tudo a partir do nada, que eu queria muito entender.

Fui elaborando perguntas e conforme fui amadurecendo, procurando respostas. As enciclopédias que meu pai comprava trouxeram ainda mais perguntas. Amava ler sobre o que a terra tinha de vida e o que o universo possuía de infinito.

Meu pai era o “respondedor” de minhas perguntas e conforme vinham suas respostas, eu tomava novos rumos na minha busca.

Observar estrelas, acompanhar uma trilha de formigas e verificar as asas das borboletas eram minha alegria.

Logo cedo descobri que a Vida era minha paixão.

Mas, os por quês, os “comos” e de que maneira tudo se encaixava, ainda pouco sabia.

Exercia minha fé, meio cambaleante.

Aos 18 anos estava na universidade, cursando o que era óbvio: Biologia.

Então, chego ao meu primeiro contato com o microscópio.

Aula de biologia celular. Laboratório. Todos com seus jalecos e seu microscópio. Já havíamos aprendido como manuseá-lo e neste dia era aula de visualização.

Em cima de uma bancada, havia um becker com água de um riacho anteriormente coletada, estava suja e mal cheirosa.

Foi posto um pingo ínfimo dessa água em uma lâmina pequena de vidro. Cobrimos com uma lamínula e colocamos no microscópio. Aumento de 400 vezes.

Então meus olhos viram algo que foi tremendamente impactante para mim.

Naquela pequena gota de água eu me deparei com um universo de vida.

Nunca havia pensado que a perfeição fosse tão abrangente. Seres simétricos, compostos de uma única unidade celular, capazes de terem uma influência significativa sobre outros seres pouco maiores que ele. Um equilibrio gerando vida.

Uns se locomoviam tão rápido quanto uma veloz pantera. Outros lentamente se esgueiravam pelos sedimentos e algas de água doce. Uns tinham longos flagelos, outros cores e formas variadas.

O tempo parou para mim. Neste momento as respostas que esperava, foram escorregando dentro de minha alma. Nada científico ou que pudesse ser expresso numa equação matemática ou numa formula química. Simplesmente eu estava diante de parte do infinito.

Sem naves espaciais ou figuras de livros ou meras imagens descritas por outros.

Eu contemplava uma parte do perfeito.

Naquele dia, eu tive um dos momentos mais significativos de minha curta vida. Naquele dia eu pude entender Gênesis 1, eu entendi a trilha das formigas, as asas de borboletas e o caminho das aves migratórias. Descobri que Deus existe de forma palpável, perfeita, real.

Não há como, tanta perfeição, equilíbrio e simetria serem obras de acasos.

Meus olhos estavam vendo o que minha alma ansiava.

Depois disso, muitos encontros com o criador aconteceram.

Minha escolha profissional me proporcionou a chance de contemplar não só o que foi criado, mas quem criou.

Cada dia, cada vez que mais conheço a Vida, mais tenho visão do infinito, do belo, do perfeito.

Um simples microscópio me deu as respostas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mulheres sonham. Homens pensam.

Amo ser mulher. Acredito que o sexo feminino tem algo mais divino do que o "outro". Há um ingrediente que nos foi impedido de conhecer na composição da alma feminina. Esse ingrediente é o que faz a grande e inexorável diferença.
Sonhar é uma das características femininas mais marcantes. É provavel, que este segredo na receita tenha trazido esse sabor de sonhos em nossa alma.
Mulheres sonham desde muito pequenas. Sonhamos colorido, com som, com cores, com detalhes. Sonhamos de dia, de noite, em tempo de chuva, em tempo de sol, em dias sombrios, em dias iluminados. Sonhamos e corremos átras de vê-los se tornarem algo real.
O outro sexo....o masculino, "pensa" que nos conhece. Pensa que somos frágeis, pensa nos cálculos de nossos sonhos, pensa no óbvio. Nós, mulheres, sonhamos com o que ainda não aconteceu. Sonhamos ,não com concretos mas, com o abstrato. Nada que se possa tocar naquele exato momento. Mas, essa fé em nossos sonhos, tem nos levado a ver o que antes era ilusório, se tornar tão verdadeiro quanto o "pensar" do sexo masculino.
Amo ser mulher... amo sonhar com o que ainda está por vir. Isso é puramente divino. Somos ainda algo misterioso mas, insubstituível!


  RELATO DE MINHA FILHA :  Testemunho escrito por Ana:  "Tudo posso naquele que me fortalece!"  Dia 17 de Setembro:       Uma terç...