domingo, 12 de abril de 2020

A PANDEMIA DE 2020


O medo de dar errado (ou de dar certo) | Psico.Online Blog

Esse ano chegou com uma novidade viral.
A dura realidade que nos faz olhar para nossa pequenez.
Não somos nada diante de um organismo formado basicamente de proteínas e uma fita de RNA que é necessariamente dependente de nossas células para sobreviver e se reproduzir. 
Estamos reféns dele. Isolados em casa por tempo indefinido.
 E, no Brasil, reféns de uma disputa de poder, que se vale de um vírus, para se manter ou mesmo voltar ao poder. 
Minha filha fez um desafio no seu feed do Instagram e Face para que seus amigos deixassem registrado o que tem trazido paz em tempos de COVID-19.
Não posso mais cantar, fato certo por conta de meus calos nas cordas vocais, então me valho de minha escrita.
Então filha, desafio aceito segue o que me tem fortalecido nesses dias!
Quando era bem pequena tive muitos medos.
Fui uma criança feliz, mas que como todas tive medos noturnos.
O medo é inerente no ser humano. Faz parte de nossa sobrevivência assim como a dor associada a ele.
Numa família judaico-cristã o papel do pai é fundamental na vida dos filhos. 
Esses homens são criados pelos seus pais a serem responsáveis pelo emocional e espiritual de seus filhos. Dessa forma, meu pai teve um papel fundamental durante as fases dos meus medos.
Esse ano tenho me valido de todas as palavras que ele deixou marcado em meu coração.
Quando meus medos vinham assombrar minhas noites eu o chamava ao meu quarto.
O medo é um sentimento incrível. Ele se avoluma quando o sol se põe e tudo se aquieta.
Ele se agiganta de tal maneira que nos paralisa. 
Uma criança com medo é refém de pensamentos ruins.
Meu pai era um homem ciente de sua responsabilidade. 
Vinha até mim com muita paciência e sabedoria.
E seus ensinamentos e palavras ditas a mim no passado estão bem presentes agora.
Ele me dizia que o medo seria frequente em minha vida e o  diferente  seriam os objetos do meu medo.
Na infância os medos foram de bichos, sombras, monstros, das provas...
Na fase da mocidade o medo do incerto, do futuro, das perdas, dos amores...
Na fase adulta o medo do desemprego, da doença, das incertezas, medo do futuro de quem amamos.... e 
no adentrar do entardecer de minha vida os medos são outros: da incapacidade de andar, da dependência, das limitações, medo da filha ser infeliz, da perda dos pais e irmãos... e nesses dias desse vírus, medo dele levar amados e ainda trazer incertezas na situação do país.
Mas, eu trago à memória as palavras de meu pai que me ensinou que a atitude diante dos medos sempre devia ser a mesma: olhar para  Aquele que é mais alto que eu.
E diante dessa simples palavra ele gentilmente abria a bíblia no Salmo 121 e o lia pra mim.
Palavras regadas de esperança e confiança que faziam meu coração descansar. 
Nesse novo tempo de incertezas, de isolamento, de saudades eu faço valer do que papai me ensinou. Então me recolho e vou ler o Salmo 121 que diz assim:
" Elevo meus olhos para os montes e me pergunto: de onde me virá o Socorro?
Meu socorro vem do Senhor, criador dos céus e da terra. 
Ele não deixará que teus pés tropecem, o Deus que te guarda não dormirá. Certamente o Adonai não irá dormir,
 nem cochilar o Guarda de Israel.
O Senhor é quem te guarda, o Adonai é tua sombra à tua direita. O sol não te importunará de dia nem de noite a lua.
O Senhor te guardará de todo o mal, Ele guardará a tua alma.
O Adonai guardará a tua chegada e tua saída desde agora e para sempre! "
E depois da leitura ele orava por mim.
Quantas vezes ele fez isso???? Inúmeras! Até mesmo quando adulta.
Desta forma, com vírus ou sem ele, eu continuo olhando para Aquele que é maior que meus medos e temores. 
Foi o que ensinei a Ana Elisa e é o que Matheus e ela estão ensinando ao Otávio.
Os medos sempre estarão perto de nós, o que fazemos com ele é o que determina o tamanho de nossa fé e a qualidade de nossa esperança.
Assim cumpro com o desafio.






quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Ser chamada de Vovó

O ano de 2019 foi coroado com um grande presente que Deus me deu: um neto.
A experiência é inexplicável. Posso escolher as palavras mais enriquecedoras do nosso vocabulário, mas mesmo assim é provável que seja pobre para descrever o que senti.
Quem me conhece sabe que minha maternidade já foi uma história pra lá de linda e profunda e eu acreditava que não haveria outra vivência igual. Mas, ver os filhos dos filhos é realmente um grande privilégio. 
Eu acredito que isso coroa meus sonhos mais ternos enquanto ser Mulher.
Talvez muitos pensem que a sensação de olhar aqueles olhinhos e ver aqueles pezinhos são o auge do que senti, mas se enganam.
O que mais me impactou, o que mais me deixou profundamente em  êxtase, foi ver minha filha sendo mãe. 
Ver a Ana lentamente gerar um novo ser, dar a luz e depois, com o passar dos dias, cuidar, alimentar e acalentar seu filho.
Me dei conta de que todo o tempo investido na vida dela valeu a pena. Cada conselho dado, cada pedido de obediência, cada elogio ou bronca foi válido. 
Vê-la aceitar meus conselhos ou mesmo repetir pequenos gestos com meu neto não tem preço. Essas pequenas coisas da vida me mostram que nossa história não morre nunca. Os filhos, os netos e as gerações seguintes levam pedaços do que somos e, num ciclo interminável, repetem nossos princípios, nossas palavras e nossas atitudes. 
O pequeno menino, que agora tem como mãe a minha menina, vai ter sua história pautada nos princípios e valores que me foram um dia delegados pelos meus pais, meus avós e toda uma geração de homens e mulheres de Deus que se comprometeram a investir na vida de seus filhos.
O meu neto é muito amado por mim porque, além de ser extensão de minha filha, ele vai levar para gerações futuras pequenos fragmentos da minha história. 
Que isso lhe seja de grande valor e que faça dele um grande homem.
Vovó está muito feliz!


  RELATO DE MINHA FILHA :  Testemunho escrito por Ana:  "Tudo posso naquele que me fortalece!"  Dia 17 de Setembro:       Uma terç...